Hoje é dia dezanove de julho, quinta-feira da décima quinta semana do Tempo Comum.
Diz-nos, de uma maneira crua e clara,
o poeta Eugénio de Andrade:
«Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos».
Permite que a tua oração,
nos seus breves momentos como este,
te ajude a abrir os sentidos e a atenção,
para que a vida do Espírito te renove e te desperte.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus. [Ev Mt 11, 28-30]
[Leitor 2 – texto bíblico]
Jesus exclamou:
«Vinde a Mim,
todos os que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo,
e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de coração,
e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve»
«Vinde a Mim!» Ainda que não andemos necessariamente cansados ou oprimidos, muitas vezes desejamos que nos digam alguma coisa parecida com o que Jesus diz.
Repete para ti as palavras de Jesus: «Vem a Mim».
Imagina Jesus no seu dia a dia, de aldeia em aldeia, a ensinar e a curar a quem se aproximava d'Ele. Como seria o seu cansaço? Consegues imaginá-Lo a sentir-Se oprimido?
Ao ouvir outra vez o texto, repara que Jesus fala de jugo e carga, palavras associadas a obrigações e trabalho. O descanso da alma não está na ausência de trabalho e obrigações, mas no modo como são vividos.
Como vives os teus trabalhos e obrigações? Se são um peso para ti, porquê?
Muitas vezes, ao mudar de ponto de vista, as coisas – sendo as mesmas – mudam de cor. Acaba o teu tempo de oração pedindo a Jesus que te ajude a viver algum trabalho ou obrigação como Ele viveria. Pede-Lhe que te ajude a ter a mesma atitude que Ele tinha perante a vida.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
