Segunda-feira da décima quinta semana do tempo comum

Hoje é dia treze de julho, segunda-feira da décima quinta semana do tempo comum.

Há quem pense na fé como um seguro de vida
e em Deus como o dono da seguradora.
Não é assim, nunca foi assim.
Acreditar é pôr-se a caminho,
sabendo que Deus caminha connosco, se alegra connosco,
sofre connosco...
e nos vai mostrando a terra que estamos chamados a habitar.
Mas o caminho tem altos e baixos e o sofrimento faz parte da viagem.
Pede ao Senhor a graça de caminhares na sua presença...
e começa assim a tua oração.

Escuta esta passagem do Livro do Profeta Isaías.

L1 Is 1, 10-17

Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma;
dai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra:
«De que Me servem os vossos inúmeros sacrifícios? – diz o Senhor.
Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de vitelos;
detesto o sangue de touros, cordeiros e cabritos.
Quando vindes à minha presença,
quem vos convidou a pisar os meus átrios?
Deixai de Me trazer ofertas inúteis:
o fumo do incenso Me repugna,
não suporto as luas novas, os sábados, as assembleias,
a impiedade das vossas festas.
Abomino do íntimo da alma as vossas luas novas e as vossas solenidades,
que se tornaram um peso para Mim e não as suporto mais.
Quando levantais as mãos,
desvio de vós o meu olhar.
Ainda que multipliqueis as vossas preces,
não lhes darei atenção,
porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações,
deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem.
Respeitai o direito, protegei o oprimido,
fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva».

Que terá feito o Povo para que todas as observâncias da oração e do culto dessem tal repugnância ao mesmo Senhor que pediu essa oração e esse culto?
– Este é um alerta contra a grande armadilha de seres um cumpridor que não se quer purificar.

Afasta dos olhos do Senhor a tua malícia, deixa de praticar o mal. Não te enredes em complexas autoanálises. Sê simples: lembra-te que não ama Deus quem não ama o irmão. Olha para ontem e para hoje: como estiveste com os da tua casa, com os teus vizinhos, com o teu chefe, os teus colegas, os teus subordinados?

Depois de veres como tratas os mais próximos, amplia o teu olhar. Lutas pelos direitos dos outros? Proteges os oprimidos? Ajudas a aliviar o sofrimento de quem nada tem? Organizas formas de proteger os vulneráveis?

“Aprendei a fazer o bem”.
O Senhor pede-te sobretudo que não tenhas medo da grandeza, da lealdade, do optimismo, em suma, da santidade, que são “macro-objectivos” para viveres nas “micro-relações” do dia a dia. E Deus ficará feliz contigo, sobretudo naqueles gestos que só Ele vê.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.