Hoje é dia sete de agosto, sexta-feira da décima oitava semana do tempo comum.
Ao terminares a semana,
recorda o que de mais importante aconteceu nestes dias.
O mais importante para ti, bom ou mau...
Recorda, agradece, pede perdão...
Se trazes alguma mágoa contigo,
alguma ferida não curada,
porque recente ou porque muito profunda,
entrega essa mágoa ao Senhor,
pedindo-Lhe que vá curando o teu coração ferido...
E começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus.
Ev Mt 16, 24-28
Jesus disse aos seus discípulos:
«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la;
mas quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la.
Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro,
se perder a sua vida?
Que poderá dar o homem em troca da sua vida?
O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus Anjos,
e então dará a cada um segundo as suas obras.
Em verdade vos digo:
Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão
antes de verem chegar o Filho do homem na glória do seu reino».
Jesus desafia-te abertamente: se de facto pretendes ser seu discípulo, tens de “renunciar a ti mesmo”, às tuas rotinas, preconceitos e tiques; e tens de “tomar a tua cruz”, de estar disposto a passar pela dor...
Por muito que te custe, despoja-te do mundo e apoia-te exclusivamente no Senhor!
O que é que te move? Não será o desejo de viver – e viver dum modo pleno?! Isso pressupõe discernimento e escolhas, estar disposto a perder, a abrir mão daquilo que se conhece e domina. Tudo há de ser em função do Senhor, por causa do Senhor, que foi ao extremo de dar a sua vida por ti.
Deixa-te conduzir pelo Senhor e vive como filho de Deus!
Escuta o Evangelho uma segunda vez. Por um lado, a comunhão com o Senhor só será plena depois desta vida terrena. Mas, por outro lado, graças ao mistério pascal, o Senhor fez-Se ainda mais acessível e está à tua espera. Procura acolhê-Lo na tua vida quotidiana!
Pede a graça de acolheres o Senhor na tua oração, na Eucaristia, como centro da tua comunidade e coração da tua família, e de O reconheceres e acolheres nos excluídos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
