Hoje é dia quatro de setembro, sexta-feira da vigésima segunda semana do tempo comum.
“Quem diz que ama a Deus, que não vê, e não ama o seu irmão, que vê,
é mentiroso, porque Deus é amor”
Termina esta semana
considerando de que modo estas palavras do apóstolo João
te dizem respeito:
até onde vai o teu amor a Deus
e até que ponto ele se traduz no amor aos que te são próximos
e partilham o teu dia...
Interroga-te se és capaz de olhar a criação de Deus com amor,
para tratares dela com cuidado.
Deixa-te inquietar pelas palavras do apóstolo...
e começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas.
Ev Lc 5, 33-39
Os fariseus e os escribas disseram a Jesus:
«Os discípulos de João Baptista e os fariseus jejuam muitas vezes
e recitam orações.
Mas os teus discípulos comem e bebem».
Jesus respondeu-lhes:
«Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo,
enquanto o noivo está com eles?
Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão».
Disse-lhes também esta parábola:
«Ninguém corta um remendo de um vestido novo,
para o deitar num vestido velho,
porque não só rasga o vestido novo,
como também o remendo não se ajustará ao velho.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos,
porque o vinho novo acaba por romper os odres,
derramar-se-á e os odres ficarão perdidos.
Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos.
Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’».
Desta vez, a conversa de Jesus não é com os que O querem ouvir, mas com os que desconfiam d'Ele e querem pô-Lo à prova.
No Antigo Testamento havia regras rigorosas para o jejum. As regras existem para ajudar a encontrar Deus que vem: o noivo! Mas quando já se está com Ele, a regra é outra: alegra-te, agradece e festeja.
Cada situação pede a atitude própria para o que se está a viver. O que ajuda na Quaresma, não é o que ajuda na Páscoa. A regra é para ajudar a pessoa e não para a escravizar. A fidelidade é saber aplicar bem esta diferença.
Escuta de novo o Evangelho e toma atenção à parábola que vem no fim: os agarrados à regra, os medrosos e fanáticos podem pensar que se constrói o futuro agarrando-se ao que passou com uma pintura nova, ou um remendo novo que não vai colar, vai romper. Pensa nalgum caso que conheças.
Como disse o Padre Pedro Arrupe: não se pode responder aos desafios do futuro com as soluções do passado. Recorda também as palavras do Papa no final da Encíclica Laudato Si: “O Senhor não nos deixa sozinhos, porque Se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos.” E termina a tua oração, agradecendo a liberdade séria e responsável que Jesus vem ensinar.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
