Quinta-feira da décima nona semana do tempo comum

Hoje é dia treze de agosto, quinta-feira da décima nona semana do tempo comum.

Dá graças ao Senhor por todos os seus dons.
Coloca-te conscientemente na sua presença,
para que a tua oração dê frutos abundantes de conversão, paz e alegria.
Dá também lugar no teu coração às pessoas com quem te cruzas,
àquelas que vivem contigo ou partilham os teus trabalhos.
Acolhe com especial carinho aquelas pessoas que mais necessitam de ti...
Na companhia de quantos partilham a tua vida,
dá início à tua oração.

Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Mateus.

Ev Mt 18, 23-34

O reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo,
apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar,
o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía,
para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo
deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena,
os seus companheiros ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?’.
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.

Dez mil talentos correspondem a cem mil anos de salário! Os números aqui não são para ser levados à letra – são uma maneira de dizer que a tua dívida com Deus é infinita. Há uma desproporção infinita entre os dons que recebes de Deus e as tuas boas obras. Vives da graça – da gratuidade do amor de Deus!
Toma consciência da exorbitância da tua dívida, prostra-te diante de Deus e suplica-Lhe compaixão.

Cem denários correspondem ao salário de cem dias de trabalho – quatro meses de trabalho, considerando o descanso ao sábado. Por maior que seja a dívida dos outros para contigo, será sempre insignificante diante da tua dívida para com Deus.
És mais sensível às ofensas do que ao bem que te fazem? Tens tendência a fixares-te no negativo e a fazeres-te cobrar?

Escuta o Evangelho uma segunda vez. É como se ressoassem nesta parábola as palavras do Pai-Nosso: «perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido». Procura ser uma pessoa de perdão no seio da tua comunidade e família.

Pede a graça de te sentires necessitado do perdão de Deus – e a graça de te dispores a oferecer o perdão. Aproveita as tuas férias para receberes o sacramento do perdão.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.