Hoje é dia dezanove de dezembro, terça-feira da terceira semana do Advento.
Estás prestes a iniciar o teu momento de oração.
Vive-o acompanhado pela figura de João Batista,
a quem a liturgia de Advento consagra especial atenção.
Reveste a tua oração dos seus passos:
a busca do deserto, das margens e das fronteiras,
o discernimento da presença do Senhor,
o acolhimento dirigido a todos os que buscam o caminho da justiça.
Começa assim a tua oração.
Escuta esta passagem do Salmo Setenta. [Slm 70, 3-4a.5-6ab.16-17]
Sede para mim um refúgio seguro,
a fortaleza da minha salvação.
Vós sois a minha defesa e o meu refúgio:
meu Deus, salvai-me do pecador.
Sois Vós, Senhor, a minha esperança,
a minha confiança desde a juventude.
Desde o nascimento Vós me sustentais,
desde o seio materno sois o meu protetor.
Meu Deus, hei de narrar os vossos feitos grandiosos,
recordarei, Senhor, a vossa justiça sem igual.
Desde a juventude Vós me ensinais
e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.
Pontos de oração
Retém o verso “fortaleza da minha salvação” e repete-o no teu coração. Saboreia um Deus que acolhe a tua fraqueza e te salva, que dá sentido à tua vida e vai além das tuas angústias.
Nos Evangelhos são narradas muitas curas – pontuais e insuficientes (até porque os curados não deixarão de morrer). Mas, com mais relevância, Jesus salva, abre portas, dá sentido de ressurreição.
Sentes-te salvo? Salvo por quem? Salvo para quê?
Escuta de novo o salmo e “agarra” o verso que mais te possa ajudar a encontrares-te contigo e com Deus. Repete esse verso no âmago da tua consciência.
Colóquio final
Conclui este encontro com Deus agradecendo por Ele ser o teu refúgio e pedindo-Lhe a graça de também tu seres um eventual refúgio e sinal de salvação para as pessoas com quem te relacionas.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
