Hoje é dia cinco de dezembro, terça-feira, memória litúrgica dos santos Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo.
Quando é que perdemos a esperança?
Em que momento deixaram de aquecer o nosso coração
palavras como justiça, lealdade ou paz?
Precisamos do olhar cirúrgico dos profetas,
da confiança sem reservas das crianças,
das palavras sem pedras dos humildes,
da compaixão aberta e simples
que faz brotar as águas no meio do deserto.
Hoje, permite que o teu momento de oração
seja a abertura e o respiro da esperança
na tua vida.
Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Lucas. [Ev Lc 10, 21-24]
Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo
e disse:
«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes
e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isto foi do teu agrado.
Tudo Me foi entregue por meu Pai;
e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai,
nem o que é o Pai senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar».
Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes:
«Felizes os olhos que veem o que estais a ver,
porque Eu vos digo que muitos profetas e reis
quiseram ver o que vós vedes e não o viram
e ouvir o que vós ouvis e não o ouviram».
Pontos de oração
Jesus exulta de alegria pela ação do Espírito Santo. Setenta e dois discípulos tinham sido enviados em missão e regressaram consolados com os frutos do trabalho. A alegria de Jesus é a alegria dos amigos que partilham a vida.
Vives a alegria de poder partilhar com Jesus a tua vida?
A alegria de Jesus não é superficial. Vem de dentro, é fruto do Espírito Santo. Recebe-se numa experiência interior profunda que se acolhe como um dom. Não se fabrica por si mesma artificialmente, mas cultiva-se na oração.
O que te domina neste momento, um sentimento de alegria ou de preocupação?
Jesus chama «pequeninos» aos seus amigos, acabados de regressar da missão. São pais e mães de família, rapazes e raparigas, casados e solteiros, jovens e velhos. Não são doutores, são pessoas simples que compreendem as coisas de Deus.
Na repetição do Evangelho, toma lugar entre estes pequeninos e acolhe a alegria de Jesus.
Colóquio final
A alegria é exigente, pede trabalho contínuo, implica esforço e renúncia. É na superação do egoísmo e do pecado que se encontra a verdadeira alegria.
Termina a tua oração pedindo a graça da alegria que só Jesus te pode dar.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
