Sobre nós repousa o olhar de Deus. Não é um olhar opressivo, inquisidor ou acusatório, pois Deus é bem maior do que todas as imagens que d’Ele temos. Procura o olhar do Pai, deixa-te encontrar, abre o teu coração à sua bênção e à sua paz. Por um momento, silencia todas as vozes de juízo, culpa ou condenação que levas dentro de ti, pois Deus está para lá de todas essas vozes. Começa assim a tua oração.
Quinta-feira da segunda semana da Quaresma
Vivemos em contínuo estado de conversão. É a própria vida que nos pede, se estivermos disponíveis e atentos: nas nossas relações e encontros, nos acontecimentos e desafios de cada dia, nos ecos que escutamos quando nos abrimos ao silêncio. É nestas encruzilhadas que somos moldados, quando as agulhas e pontas do nosso ser provocam dor e sofrimento nos irmãos. Que a oração te ajude sempre a moldar, não a endurecer, o teu coração.
Quarta-feira da segunda semana da Quaresma
«Nada te perturbe, nada te espante, quem a Deus tem, nada lhe falta: só Deus basta». Assim escreveu Teresa de Ávila, no momento em que as dificuldades mais a perseguiam. Que nada te perturbe: nem as dificuldades, nem as angústias, nem o stress do dia a dia. Hoje, sussurra para os teus ouvidos e para o teu coração: «que nada me perturbe: quem a Deus tem, nada lhe falta». Começa assim a tua oração.
Terça-feira da segunda semana da Quaresma
O caminho da oração leva-nos à experiência profunda da misericórdia de Deus e à descoberta maravilhada do seu perdão. A Quaresma representa este caminho de timbre pascal, de libertação e transformação pessoal. Como nos promete o profeta Isaías, «ainda que os teus pecados sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã». Mergulha neste mistério de Amor, deixa-te conduzir, dia a dia, por ele. E começa assim a tua oração.
Segunda-feira da segunda semana da Quaresma
Segundo domingo da Quaresma
O Domingo é a memória semanal da Páscoa de Jesus. É o dia dos recomeços, da coragem de partir em direção à manhã de Páscoa, de alargar a nossa esperança e libertar o nosso coração. O Domingo simboliza a vocação a uma vida nova, divina e humana, filial e fraterna, reconciliada e em paz.
Que esta Quaresma seja para ti um caminho novo, aberto nos desertos dos teus dias. Assim, vale a pena começares a tua oração.
Sexta-feira da primeira semana da Quaresma
Quinta-feira da primeira semana da Quaresma
A nossa mente mergulha com muita facilidade na preocupação connosco, deleitando-se com as nossas virtudes e irritando-se com os nossos vícios e fraquezas. A verdadeira oração liberta-nos deste curto-circuito, abrindo o nosso espírito para a confiança em Deus. Não deixes de buscar o silêncio, a bondade e a confiança como o ar puro, fresco e límpido que preenche o teu respirar. Abre os teus ouvidos à escuta da Palavra; e começa assim a tua oração.
Quarta-feira da primeira semana da Quaresma
A que imagens e símbolos podemos recorrer para mergulhar no mistério da oração? Ela é o alicerce que fundamenta a nossa esperança, o refúgio que podemos encontrar no sofrimento, o alimento para a nossa caminhada diária, por vezes longa e difícil, e a bússola que nos orienta no turbilhão de vozes e imagens que nos habitam. Mas não te esqueças: nada na oração ou na vida espiritual acontece de modo mágico, rápido e eficiente. Por isso, mune-te da esperança e da confiança; e começa assim a tua oração.
Terça-feira da primeira semana da Quaresma
Segunda-feira da primeira semana da Quaresma
A nossa vida encontra-se sempre em dinâmica de construção, onde têm lugar o fracasso e o recomeço,
a culpa e o perdão, o pecado e a Graça. Pede ao Senhor a bênção do seu amor, dirige-te a Ele com toda a confiança: afinal, essa é a liberdade maior dos filhos de Deus. Pede-Lhe sobretudo nos momentos mais difíceis, onde germinam as possibilidades de uma vida nova. E começa assim a tua oração.
Primeiro domingo da Quaresma
A nossa vida é marcada por momentos de prova, de dificuldade e de sofrimento. Fazem parte da caminhada humana: somos chamados a atravessar essas experiências, a deixar que o nosso corpo seja marcado, a temperar o nosso espírito no seu fogo.
A oração é a vida em comunhão com Cristo, que também sentiu, no deserto e ao longo de toda a sua vida, a experiência da tentação e da prova. Une-te a Jesus, sente-te membro do seu Corpo: como proclamou Santo Agostinho, «reconhece-te tentado n’Ele, reconhece-te n’Ele vencedor». E começa assim a tua oração.











