Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Hoje é o primeiro dos domingos, aquele dia esperado que enche de esperança o tempo. Hoje celebra-se o evento-eixo, a pedra angular da arquitetura da nossa alegria. O Senhor ressuscitou e deu-se a conhecer aos seus discípulos. Atordoados que estavam com o facto da morte de Jesus, com muito mais razão os vemos surpreendidos com a notícia da sua ressurreição. É esse o anúncio que chega até ti. Pergunta-te agora como o receberás. E, ao mesmo tempo, recebe-o sem perguntas, como quando nos deixamos invadir por uma irresistível felicidade.

Sexta-feira da Paixão do Senhor

Sexta-feira da Paixão do Senhor

Onde há um crucificado há uma multidão que o rodeia. E podem ser muitos os motivos e a atitude de quem se põe a seguir, estrada fora, um homem que vai ser crucificado. Há os que realizam a tortura ou maquinalmente garantem que a execução é cumprida. Há os curiosos que se saciam com o espetáculo e mantêm uma distância calculada em relação à vítima. Há os desconhecidos que sentem uma empatia por aquele sofrimento e lhe oferecem a compaixão. E há os parentes e amigos do que vai ser supliciado, que permanecem ao lado dele, sentindo como seu todo aquele drama. Onde há um crucificado há uma multidão que o rodeia. Pensa que estás também ali. Pensa qual é o teu lugar.

Quinta-feira da Ceia do Senhor

Quinta-feira da Ceia do Senhor

Desloca-te em silêncio, com a ajuda da tua imaginação, à sala onde tudo acontece. Prepara a tua disponibilidade. Abre o teu coração. Não precisas de mais nada. Aceita, a partir de agora, o que se vai seguir como um encontro de amor, pois são de amor as palavras e silêncios que te vão ser ditos, ambos com a mesma intensidade, bem como o desenho dos gestos e a memória acesa que depois permanecerá. Deixa-te convidar, hoje, para a última ceia de Jesus.  

Quarta-feira da Semana Santa

Quarta-feira da Semana Santa

Começa a tua oração  com as palavras do profeta Isaías: elas são o retrato do discípulo que coloca a sua vida nos trilhos e nos passos do seu Mestre: «O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo».

Segunda-feira da Semana Santa

Segunda-feira da Semana Santa

A Semana Santa narra-nos a história de um Servo, cuja voz não gritou nem se levantou nem se fez ouvir nas praças; não quebrou a cana fendida, nem apagou a frágil torcida ainda fumegante, mas proclamou sempre e fielmente a justiça. Até ao fim. Até à entrega da sua vida. E o mistério imenso de Deus revela-se na fragilidade e no paradoxo deste relato. Neste momento de oração que agora inicias, une-te a Jesus, o Servo fiel; e caminha com Ele, de mãos dadas, em direção à Páscoa.

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Há uma força infinita na humildade. O Senhor, que hoje entra em Jerusalém,  leva em Si mesmo a doçura e a atração de uma palavra de Paz. Acompanha-O, segue-O no seu caminho: nos ramos de oliveira e nos mantos que Lhe estenderes coloca o teu desejo de paz e de uma vida reconciliada. Que a Semana Santa que agora iniciamos seja para ti um tempo intenso e privilegiado de encontro com o Senhor da tua vida.

Sexta-feira da quinta semana da Quaresma

Sexta-feira da quinta semana da Quaresma

O pecado não é uma mera infracção de uma regra.
Pecado é tudo aquilo que te afasta de Deus, do teu Pai que te ama onde quer que estejas. É o contrário do Amor e por isso leva-te sempre, mais cedo ou mais tarde, ao sofrimento. 
O Amor liberta-te. Só amando, só saído de ti em direcção aos outros és verdadeiramente livre. 
Pede a Deus, o teu Pai, um coração livre, centrado n’Ele. 
Assim, vale a pena começares a tua oração. 

Quinta-feira da quinta semana da Quaresma

Quinta-feira da quinta semana da Quaresma

Uma tentação habitual na nossa vida de oração é transformá-la num monólogo centrado em nós mesmos, seja no elogio dos nossos méritos e virtudes, seja no remorso das nossas fragilidades. Nunca deixes de abrir a tua oração ao diálogo livre e libertador com o Pai que te ama com um amor eterno. Pede-Lhe a sua bênção, canta-Lhe o teu louvor, dá-Lhe graças em tudo, deixa-te consolar por Ele. Assim, vale a pena começares a tua oração.

Quarta-feira da quinta semana da Quaresma

Quarta-feira da quinta semana da Quaresma

A liberdade é a vocação plena das filhas e filhos de Deus, o horizonte capaz de levar o nosso olhar a uma plenitude de vida e de graça. Não te deixes escravizar por todas as forças que te levam a viver de coração fechado a Deus e aos irmãos. Procura estar disponível para o que Deus te pedir. E, neste momento de oração, não deixes de perguntar: “Hoje, Senhor, que queres de mim?”

Terça-feira da quinta semana da Quaresma

Terça-feira da quinta semana da Quaresma

Angelus Silesius, em pleno século dezassete, escreveu o seguinte: «A rosa é sem porquê; floresce porque floresce. Não cuida de si própria, não pergunta se a vemos. A Palavra ressoa em ti mais que na boca do outro; se podes calar-te diante dela, no mesmo instante a ouves. Pensas pronunciar o nome de Deus no tempo? Nem sequer numa eternidade Ele se diz». Abre o teu coração a este momento de graça que agora inicias; habitua-o ao silêncio. E começa assim a tua oração.