Certo dia, um leproso disse a Jesus: «Se quiseres, podes curar-me». E Jesus respondeu-lhe, tocando-o:
«Quero. Fica curado». No toque de Jesus a um leproso, e neste diálogo, tão breve quanto denso, está contido todo o mistério de Deus e da Humanidade. Hoje, coloca-te diante do Senhor e diz-lhe, com plena confiança: «Se quiseres, podes curar-me». Começa assim a tua oração.
Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos.
Hoje, a Igreja celebra a solenidade de São Pedro e São Paulo, que a tradição reconhece como mártires na cidade de Roma. Neles se encontra o dinamismo missionário da Igreja, a urgência de anunciar o mistério de Jesus como a boa notícia de uma Humanidade salva na graça e na esperança. Hoje, considera a tua vocação no Espírito do Ressuscitado: instalas-te a guardar o sepulcro vazio das mortes, seguranças e fronteiras da história? Ou partes a anunciar, com os discípulos, o Evangelho de um mundo aberto ao novo, ao inesperado e ao diverso?
Quarta-feira, memória litúrgica de Santo Ireneu
A realidade surge-nos como que fragmentada, dividida em milhões de pequenas imagens, ideias e acontecimentos que se sucedem a um ritmo alucinante. Por isso nos é tão difícil reconhecer a nossa história e a história da humanidade como uma história de Salvação, unida e orientada para o seu centro vital. Hoje, começa a tua oração centrando o teu ser e a tua história na presença do Espírito do Ressuscitado. E que ressoe no teu coração a grande proclamação de Ireneu, bispo de Lyon no segundo século da era cristã: «A glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus».
Terça-feira da décima segunda semana do Tempo Comum
Como falar das palavras e das realidades que nos põem de pé? Como evocar o Senhor que habita em nós e a fonte que de noite corre? A oração pede a técnica do engenheiro, a meticulosidade do sábio, a acuidade do testemunho, os escrúpulos do asceta e a ligeireza do anjo. Hoje, confia ao Senhor tudo o que és, o lugar onde estás, a vida que transportas. E deixa que Ele te conduza no deserto.
Segunda-feira da décima segunda semana do Tempo Comum
Pode a oração comparar-se a um depósito? Nela confiamos o nosso tempo, o nosso silêncio e a nossa vida para recebermos, dia após dia, um pouco de Céu. Hoje, começa a tua oração com estas palavras do Salmo 33: «A nossa alma espera no Senhor; Ele é o nosso amparo e o nosso escudo. Nele se alegra o nosso coração e no seu santo nome confiamos. Venha sobre nós, Senhor, o teu amor, pois em ti depositamos a nossa confiança».
Décimo segundo Domingo do Tempo Comum
«Não temas». Talvez não encontres nos Evangelhos uma expressão que Jesus repita tanto como esta: «não temas». Toda a boa notícia do Reino se pode concentrar neste convite, nesta confiança, nesta paz: «não temas». Hoje é domingo, o primeiro dia de uma nova semana: que ele seja para ti o sinal de uma nova criação, reconciliada com Deus, com os irmãos e contigo próprio. E assim poderás rezar, com os teus lábios e com o teu coração,
o convite de Jesus: «não temas».
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Hoje, a Igreja celebra o mistério da humanidade de Jesus na linguagem simbólica do seu coração. Porque é no corpo, nos seus gestos e passos, na sua arte de expor e de esconder, que revelamos o que somos e que Deus revela a sua graça. Pede ao Senhor a força e a coragem de construires uma vida alicerçada no amor, segundo as palavras da primeira carta de João: «Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito». Começa assim a tua oração.
Quinta-feira, memória litúrgica de São João Fisher e São Tomás Moro.
Hoje, a Igreja celebra a memória de dois Mártires ingleses, João Fisher e Tomás Moro: fiéis a Cristo, foram presos e mortos em nome da liberdade religiosa. Acolhe o convite a dar graças a Deus pelo facto de poderes viver e celebrar a tua fé publicamente. Toma consciência deste dom e de teres vindo de Deus e para Ele voltares. Assim, vale a pena começares assim a tua oração.
Quarta-feira, memória litúrgica de São Luís Gonzaga
A oração suscita em nós vários sentimentos, quer de gratidão pelas bênçãos vividas, quer de angústia pelas perdas sofridas. Acredita que Deus não brinca com a tua vida, mas sustenta-a com a plenitude do seu ser. E, assim, as perdas e sofrimentos recebem um sentido novo, como rezam as seguintes palavras de São Luís Gonzaga: «Se Deus toma de novo o que nos tinha já dado, não o faz senão para o colocar em lugar mais seguro e ao abrigo de qualquer perigo, e para nos dar aqueles bens que acima de tudo desejamos».
Terça-feira da décima primeira semana do tempo comum
Estás prestes a iniciar o teu momento de oração: coloca-te na presença de Deus como mistério de Amor, que te abraça e conforta. Hoje, começa a tua oração com as seguintes palavras de um poema de João da Cruz: «Quando Tu me olhavas, teus olhos uma graça me imprimiam; por isso me adoravas e nisso mereciam meus olhos adorar o que em ti viam. Não queiras desprezar-me: depois que me olhaste, graça e formosura em mim deixaste».
Segunda-feira da décima primeira semana do tempo comum
As relações constroem e alimentam a nossa identidade, sobretudo nos seus momentos de maior gratuidade e silêncio: seja um passeio junto ao mar, uma conversa pessoal, o cuidar de alguém próximo ou uma refeição em comum. Não temas reconhecer, neste breve momento de oração, o encontro real e verdadeiro com o mistério que te habita: pouco a pouco, os frutos começarão a surgir no teu modo de ser e agir.
Décimo primeiro domingo do tempo comum
Estás no início de uma nova semana, na qual se recria, a par e passo, a tua vida. Hoje, começa a tua oração com as seguintes palavras de um hino cristão: «Nem sempre te pedi como hoje peço para seres a luz que me ilumina; mas sei que ao fim terei abrigo e acesso na plenitude da tua luz divina. Esquece os meus passos mal andados, perdoa o meu desamor e o meu pecado. Eu sei que vai raiar a madrugada e não me deixarás abandonado».











