Paulo, no seu discurso em Atenas, recorda que todos somos chamados a buscar a Deus, mesmo tateando, mesmo às apalpadelas, pois n’Ele vivemos, nos movemos e existimos. Seja qual for o lugar e a situação da tua vida, não te esqueças de que Deus não está longe de ti: nunca deixes de O procurar, mesmo que seja tateando no meio da escuridão.
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
O corpo move-nos para a comunhão: assim foi a vida de Jesus, corpo dado e entregue sem nada reservar para Si, como alimento, fermento e sal de esperança. Hoje, começa a tua oração com as seguintes palavras de uma oração eucarística do primeiro século da era cristã: «Nós te damos graças, ó Pai, pela vida e pelo conhecimento que nos revelaste por Jesus, teu Filho. Tal como este pão que partimos, trigo outrora disseminado sobre as colinas, foi colhido para ser um só, assim a tua Igreja seja reunida das extremidades da Terra para o teu Reino!»
Quarta-feira da décima semana do tempo comum
Na tua oração, na presença de Deus, não temas apresentar, com toda a confiança e liberdade, as tuas necessidades, angústias e preocupações. Mas, depois, coloca a tua vida nas mãos do Senhor, na difícil arte do discernimento; apresenta-Lhe as tuas necessidades, mas não O forces a apoiar as tuas soluções.
Terça-feira, festa litúrgica de Santo António de Lisboa
Hoje continuamos a rezar com o “Eu Acredito”. Sabendo que este é o ano do centenário de Fátima, recorda-te que tens uma missão muito concreta e que a tua vida faz sentido quando vives em missão. Abre o teu coração e pede a Maria, tua mãe e mãe de Deus, que te guie para Jesus. Assim a tua vida será vivida em missão.
Segunda-feira da décima semana do tempo comum
Solenidade da Santíssima Trindade
Como exprimir por palavras os mistérios do cosmos e do universo? Como resumir numa frase ou numa expressão os mistérios da alma humana, dos seus medos, desejos e esperanças? Como dar corpo, forma e arte ao mistério das relações que construímos, ao crescimento de uma criança, à experiência da Graça? Hoje, a Igreja celebra o mistério de um Deus que é Amor: prepara o teu coração e une-te à sua dança.
Sexta-feira da nona semana do tempo comum
No final desta semana, agradece no teu coração as bênçãos que recebeste. E, neste dia, começa o teu momento de oração com estas palavras de Santo Efrém, ditas e rezadas em pleno século quarto: «Imprime, Senhor, nos nossos corações o sinal da Ressurreição, daquele dia que não se rege pelo movimento do sol. Infunde em nós uma constante orientação para Ti, e faz-nos viver sempre na alegria da tua graça. Não prives a nossa mente da tua revelação, nem afastes dos nossos membros o calor da tua suavidade».
Quinta-feira da nona semana do tempo comum
Há uma sabedoria presente na celebração litúrgica do tempo comum: ela transporta-te para os relatos evangélicos, e fala-te dos encontros de Jesus, das refeições, das palavras e parábolas do quotidiano, da difícil aprendizagem dos discípulos. Identifica-te com estes passos e tece com eles os teus dias. Começa assim a tua oração.
Quarta-feira da nona semana do tempo comum
A oração alimenta-se da confiança filial, à imagem de uma criança, que cresce na presença daqueles que a amam. Hoje, começa a tua oração com esta prece do salmo vinte e cinco: «Para Ti, Senhor, elevo o meu espírito, meu Deus, em Ti confio. Mostra-me, Senhor, os teus caminhos e ensina-me as tuas veredas. Dirige-me na tua verdade e ensina-me, porque Tu és o meu Salvador. Em Ti confio sempre».
Terça-feira da nona semana do tempo comum
Uma tentação muito habitual na oração é desejar que ela se alimente de sentimentos intensos, de fortes decisões e de emoções que nos preenchem. Aceita que a tua oração seja uma oração de tempo comum,
simples, trabalhosa e fiel. Aprende, dia após dia, a permanecer no silêncio da presença de Deus, com a paciência e a confiança de uma criança que aprende a dar os primeiros passos.
Segunda-feira, memória litúrgica de São Bonifácio
A liturgia regressa ao tempo comum, à memória e celebração da vida de Jesus e da vida da Igreja, tecida nos passos e palavras do quotidiano. Depois das celebrações do Tempo Pascal, fica a certeza de que os nossos dias caminham para uma plenitude. Hoje, agradece ao Senhor os trabalhos, alegrias e esperanças de cada hora da tua vida; e pede-Lhe a força e a perseverança para nessas horas construíres o que permanece. Começa assim a tua oração.
Domingo do Pentecostes
Atenágoras, patriarca ortodoxo de Constantinopla, deixou-nos um belo poema dedicado ao Espírito Santo; hoje, começa a tua oração com as suas palavras: «Sem o Espírito Santo, Deus fica longe; Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta; a Igreja é uma mera organização; a autoridade um poder; a missão uma propaganda; o culto uma velharia; e o agir moral, um agir de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino; Cristo Ressuscitado torna-Se presente; o Evangelho faz-se vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária; a autoridade transforma-se em serviço; a liturgia é memorial e antecipação; o agir humano é divinizado».











