Hoje, inicia o teu breve momento de oração
e prepara o teu coração
com as palavras de sabedoria do salmo 90:
«Ensina-nos a contar os nossos dias,
para chegarmos à sabedoria do coração.
Sacia-nos desde a manhã com a tua bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.
Confirma, Senhor, a obra das nossas mãos».
Quarta-feira da vigésima primeira semana do Tempo Comum
Hoje, começa a tua oração
e prepara a tua mente e o teu coração
com esta prece do sueco Dag Hammarskjöld,
secretário-geral das Nações Unidas entre 1953 e 1961:
«Dá-me um espírito puro para te ver,
um espírito humilde para te ouvir,
um espírito de amor para te servir,
um espírito de fé para viver em ti.
Tu, a quem não conheço
mas a quem pertenço.
Tu, a quem não compreendo
mas que me consagraste ao meu destino.
Tu...».
Terça-feira, memória litúrgica do martírio de São João Batista
Que força têm o deserto, a voz,
o batismo na água,
a pregação?
Qual o poder das suas armas de paz,
das suas multidões em busca de esperança,
dos seus templos a céu aberto?
Este é o testemunho intemporal
daqueles que entregam a sua vida
em nome da verdade de Deus:
o seu sacrifício não é em vão.
Que a tua oração seja sempre o caminho
da entrega da tua vida.
Segunda-feira, memória litúrgica de Santo Agostinho
Hoje, a Igreja celebra a memória de Santo Agostinho
que, em pleno século quarto da era cristã,
se entregou sem cessar à busca da verdade.
Hoje, começa a tua oração
escutando as suas palavras:
«Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova,
tarde vos amei!
Vós estáveis dentro de mim,
mas eu estava fora,
e fora de mim vos procurava;
estáveis comigo e eu não estava convosco.
Chamastes, clamastes e rompestes a minha surdez.
Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira.
Exalastes sobre mim o vosso perfume:
aspirei-o profundamente, e agora suspiro por vós».
Vigésimo primeiro domingo do Tempo Comum
«Quem dizeis vós que Eu sou?».
Esta é a pergunta fundamental
que Jesus dirige aos seus discípulos
no centro do Evangelho.
Hoje, começa a tua oração
deixando-te interpelar, no silêncio,
por esta pergunta, por este convite
que brota do teu coração:
«Quem dizes tu que Eu sou?».
Que as respostas que, entretanto, surgirem
sejam o sopro e o alento da tua vida
nesta semana que agora se inicia.
Sexta-feira da vigésima semana do Tempo Comum
Há marcas no caminho,
pistas, sinais, traços e encontros
que nos ajudam a reconhecer a presença de Deus
no difícil quotidiano dos nossos dias.
Deixando que elas suscitem em ti
um sentimento de confiança,
começa a tua oração
com estas palavras do salmo 146:
«Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,
o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus.
Ele criou os céus, a terra e o mar
e tudo o que neles existe.
Ele é eternamente fiel à sua palavra».
Festa do Apóstolo São Bartolomeu
Há um apelo contido no Evangelho
que nos expõe, em toda a sua verdade,
a beleza e o paradoxo do reino de Deus:
«Ide às encruzilhadas dos caminhos
e convidai para as bodas todos os que encontrardes».
Repara nas palavras: ‘encruzilhadas’, ‘caminhos’,
‘convidai’, ‘bodas’, ‘todos’, ‘encontrar’...
Hoje, começa a tua oração
saboreando nos teus lábios e no teu coração
todas as encruzilhadas, caminhos e encontros,
todos os convites e bodas
nas quais o Senhor se faz presente na tua vida.
Quarta-feira da vigésima semana do Tempo Comum
A oração é uma janela de abertura ao Mistério; por isso tem a fina espessura de uma janela e a absoluta transparência de um vidro: melhor contemplas a realidade do horizonte quanto menor for a espessura e as marcas dessa janela. Hoje, não te centres na oração, nos seus efeitos e sensações, mas abre-te ao sentido do mistério que te habita. E começa a tua oração com o apelo da escritora Gabriela Llansol: «Gostaria que sobrevivesse a afirmação que nós somos epifanias do mistério, e mistério que nos nossos balbuciamentos se desenrola».
Terça-feira, memória litúrgica da Virgem Santa Maria, Rainha
Que maior motivo de louvor podemos encontrar em Maria para além do seu filho Jesus? Ele é o fruto bendito, o maior que a Humanidade já conheceu. Hoje, começa a tua oração e o teu louvor com estas palavras de um autor do século doze: «Que fruto podemos esperar deste fruto? Deste fruto bendito esperamos o fruto de bênção. É deste gérmen, deste rebento, desta flor que nos vem o fruto da bênção:
primeiro como gérmen, pela graça do seu perdão; depois como rebento, pelo aumento da justiça; finalmente como flor, pela esperança».
Segunda-feira, memória litúrgica de São Pio X
Hoje, a Igreja celebra a memória do Papa Pio X que, no início do século vinte, dedicou boa parte do seu ministério à pedagogia de abrir as riquezas da oração e da liturgia a todos os batizados, independentemente da sua formação, trabalho ou nível de vida. É aqui que todos nos encontramos, como irmãos, na comunidade dos discípulos de Cristo. Tens a graça e a bênção de dedicar alguns minutos do teu dia a este momento de oração: vive-o em toda a sua riqueza, beleza e sabedoria.
Vigésimo domingo do Tempo Comum
«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim». Por incrível que nos possa parecer, os Evangelhos apresentam-nos relatos nos quais o próprio Senhor se deixa converter. É a pedagogia da fé e do desejo,
o clamor que se eleva do nosso íntimo, intenso no amor, no que mais nos afeta, como uma filha que sofre nos nossos braços. Hoje, no primeiro dia da semana, celebra com as tuas irmãs e os teus irmãos
a presença do Ressuscitado na tua vida; e eleva-Lhe o teu pedido, na verdade mais radical do teu ser: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim».
Sexta-feira da décima nona semana do Tempo Comum
Ao longo dos Evangelhos, Jesus alerta constantemente para um risco, um perigo, uma tentação: a dureza de coração. Um coração incapaz de se deixar moldar, de escutar a súplica do outro, de se abrir ao perdão, de renovar a sua vida nas relações de amor. Hoje, começa a tua oração pedindo esta graça ao Senhor, talvez a única necessária: «não deixes, Senhor, de converter o meu coração».











