Vivemos à procura, perdidos e afastados, de um Reino que nos faça saborear as respostas. Perguntamos sobre o onde e o quando, distraídos, no meio dos ritmos, estímulos e flashes da sociedade que construímos. E o essencial está já no meio de nós, na criança que nos pede o abraço, no silêncio que pede um pouco do nosso tempo, no pão, partido e repartido pelas colinas. Que a tua oração, quotidiana e incessante, te ensine, na sua pedagogia, a difícil arte do discernimento e da confiança.
Quarta-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum
Há um porto seguro, um sinal de luz, um abrigo que nos acolhe quando as angústias, pensamentos e dúvidas nos preenchem. Nesses momentos, abraça o nome de Jesus, invoca-O, abre-te à sua presença, e permite que a sua força, suave e bela, te faça reencontrar a paz. Se este for um desses momentos, deixa de parte as tuas respostas e propósitos e invoca, com a mente e com os lábios, o nome de Jesus; Ele não deixará a tua oração perder-se.
Terça-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum
É natural que a tua oração e o teu silêncio te proporcionem sentimentos de paz, de beleza e de plenitude. Mas, no quotidiano, a oração tende a não experimentar frutos, resultados ou dons, como o servo que não encontra reconhecimento. Se te encontrares nesta experiência, não te deixes vencer pelo desânimo ou pela angústia: são os passos e passagens necessários para despir de todo o interesse o encontro com o Mistério.
Segunda-feira da trigésima segunda semana do Tempo Comum
Hoje, começa a tua oração com estas palavras do salmo 138, plenas de confiança filial: «Senhor, vós conheceis o íntimo do meu ser: sabeis quando me sento e quando me levanto. De longe penetrais o meu pensamento: Vós me vedes quando caminho e quando descanso, Vós observais todos os meus passos. Por todos os lados me envolveis e sobre mim pondes a vossa mão. Prodigiosa ciência, que não posso compreender, tão sublime que a não posso alcançar!»
Trigésimo segundo domingo do Tempo Comum
As luzes da cidade já não nos permitem compreender como era vital, noutras épocas, não atravessar a noite sem uma candeia. Não obstante todas as tecnologias, as redes, o digital, a sociedade do espetáculo, o nosso coração continua a precisarde uma pequena luz que o guie no meio das suas angústias e medos. Hoje é Domingo, o primeiro dia da semana: nunca deixes acabar, durante esta semana, o azeite da oração que mantém viva, entre os ventos e escuridões, a luz da esperança.
Sexta-feira, memória de São Leão Magno
Hoje, a Igreja celebra a memória de São Leão Magno, Bispo de Roma no século V, que entregou a sua vida à construção da paz e à defesa dos mais frágeis no violento período da queda do império romano. Hoje, começa a tua oração escutando o seu convite: «Todos os cristãos foram revestidos de um carisma espiritual que os torna membros desta família de reis e deste povo de sacerdotes. Não será uma função sacerdotal consagrar ao Senhor uma consciência pura e oferecer a nossa piedade no altar do coração?».
Quinta-feira, festa da Dedicação da Basílica de Latrão
Estás prestes a iniciar o teu momento de oração. Permite que este seja um momento de alegria, de encontro com o Senhor que faz em ti a sua morada, na realidade da tua vida e nos laços dos teus irmãos. Deixa de parte, por um momento, os teus projetos e ideias, as tuas respostas e interrogações; e abre-te à Graça, à alegria e à paz. Começa assim a tua oração.
Quarta-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum
Diz-nos Eduardo Lourenço que «vivemos sob um regime de absoluto bombardeamento informativo, numa espécie de vigília contínua, sem termos a possibilidade de fecharmos os olhos. Assim, o que parece urgente é escapar a esse fluxo, descobrir um refúgio, defender o direito ao silêncio». Procura descobrir, neste pequeno e frágil momento de oração, a graça e o dom de fechar os olhos, de descobrir um refúgio, de acolher o silêncio.
Terça-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum
Hoje, começa a tua oração escutando estes versos da poetisa norte-americana Maya Angelou:
«Se formos corajosos, / o amor atira fora as correntes do medo / das nossas almas. / Desabituados da nossa timidez / com a onda de luz do amor / passamos a ser corajosos / e a ver / que o amor custa tudo o que somos / e o que viremos a ser, / pois só o amor / nos liberta».
Segunda-feira, memória de São Nuno de Santa Maria
O que conduz um herói militar e líder do reino a terminar os seus dias pedindo esmolas porta a porta? Não bastou a Nuno de Santa Maria a dedicação de igrejas, as obras de assistência e caridade ou a edificação de uma vida honrada ao serviço do seu país: foi preciso despojar-se de tudo, de propriedades, títulos e honras para abraçar Aquele que vivia nas suas feridas e nas feridas daqueles que batiam à sua porta. Que a oração seja para ti a abertura aos apelos do Espírito, hoje e todos os dias da tua vida.
Trigésimo primeiro domingo do Tempo Comum
O Espírito conduz-te para a entrega, o serviço, o dom de ti mesmo no espaço aberto do silêncio e do encontro. Esse é o caminho da vida em abundância. Hoje é Domingo, o primeiro dia da semana: abre a tua oração ao que não tem valor, ao que está escondido, ao rumor de uma brisa suave; e que a tua vida se inscreva no abraço dos irmãos.
Sexta-feira da trigésima semana do Tempo Comum
Cada dia representa uma nova oportunidade para acolher e celebrar o mistério de Deus presente na nossa vida. Hoje, começa a tua oração com estas palavras de Clemente, bispo de Roma no século primeiro da era cristã: «Como são agradáveis, como são maravilhosos os dons de Deus! A vida na imortalidade, o esplendor na justiça, a verdade na liberdade, a fé na confiança, a temperança na santidade».











