Hoje, na memória de Santo Antão, considerado o primeiro dos Padres do Deserto, começa a tua oração escutando estas suas palavras: «Alegra-te e enche a tua mente de bons pensamentos. Fechar os olhos supõe uma verdadeira visão de Deus, e o teu silêncio, grávido do bem, ao fazer ouvir o louvor divino, dá glória ao Deus do universo. Com efeito, quando o homem repudia o mal, a sua ação de graças é em si mesma mais agradável a Deus do que um magnificente sacrifício».
Terça-feira da segunda semana do Tempo Comum
A tradição bíblica é percorrida por um fio de luz que, desde as suas origens, alimenta a esperança de um povo: o mistério de um Deus que Se faz presente, ainda que velado, que acompanha e sustém com a sua força, ainda que humilde. É a unção do seu Espírito, o óleo da sua Aliança. Mergulha nesta tradição, escuta o seu eco, e abre a tua oração à graça e à beleza do Divino.
Segunda-feira da segunda semana do Tempo Comum
A experiência do sacrifício faz parte de uma vida construída nos difíceis passos do amor. O sacrifício retira um pouco de nós mesmos, torna fecundos os nossos gestos se alicerçados na busca da verdade. Abre a tua oração ao louvor e à ação de graças, no dom do teu tempo e das tuas palavras; e que a fidelidade à voz do Senhor te acompanhe ao longo de toda a tua história.
Segundo domingo do Tempo Comum
Há uma pergunta de fundo, incessante que ecoa no nosso coração como o rumor de uma floresta: «Mestre, onde moras?». Não permitas que esta pergunta, única no seu fulgor, se deixe silenciar no teu caminho. Repete-a no teu desejo, na tua sede de justiça e de esperança; e abre-te à sua resposta, diária, quotidiana. Começa assim a tua oração e a tua semana.
Sexta-feira da primeira semana do Tempo Comum
Estás prestes a concluir uma semana da tua vida. Agradece ao Senhor as bênçãos e dons que recebeste na simplicidade dos teus dias. E começa a tua oração, hoje, com o eco destas palavras do Salmo oitenta e nove: «Hei de cantar para sempre o amor do Senhor; a todas as gerações anunciarei a sua fidelidade. Proclamarei que o teu amor é para sempre, e que a tua fidelidade é eterna como o céu. Tu és a nossa honra e a nossa força. O nosso escudo é o Senhor; o nosso rei é o Santo de Israel!».
Quinta-feira da primeira semana do Tempo Comum
Quarta-feira da primeira semana do Tempo Comum
Ao começares a tua oração, é natural que transportes muitas palavras, sentimentos e experiências. Ou, noutras circunstâncias, poderás sentir o vazio da linguagem, a ausência de uma prece ou de um louvor. Em cada momento, seja de plenitude ou de fragilidade, exprime sempre um desejo, o fundamental: «Aqui estou, ó meu Deus. De mim está escrito no livro da lei que faça a tua vontade».
Terça-feira da primeira semana do Tempo Comum
Após as celebrações do tempo do Natal, eis que, em Igreja, iniciamos o Tempo Comum. É o Tempo no qual a liturgia nos apresenta a vida pública de Jesus, o seu ministério, a beleza das suas parábolas e ensinamentos, a força simbólica dos seus gestos e sinais e o difícil caminhar dos seus discípulos. Permite também que a tua oração seja comum e quotidiana, e segue o teu Senhor, depois d’Ele, junto d’Ele, enviado por Ele.
Segunda-feira, festa litúrgica do Batismo do Senhor
Podem os céus rasgar-se e abrir-se o dom do Espírito? Pode a plenitude divina revelar-se no mergulho da fragilidade, no Filho entregue, amado e amante, na Humanidade salva e redimida? Hoje, na celebração do Batismo do Senhor, começa o teu momento de oração, o símbolo pleno e quotidiano do teu batismo, a graça maior dos teus dias.
Solenidade da Epifania do Senhor
A sua estrela conduz-nos desde o Oriente. O nosso olhar perscruta os sinais, presentes no dia a dia, nas relações, nos encontros; e o nosso desejo alimenta-se da esperança, ainda que caminhe de noite. A oração vive na beleza deste encontro, manifestado na fragilidade de um Menino, velado na violência da história. Nesta solenidade da Epifania do Senhor, oferece-Lhe a tua oração de todos os dias e pede-Lhe que nunca deixe de guiar os teus passos no caminho da paz.
Sexta-feira da féria do Tempo do Natal
O tempo de Natal e o início de um novo ano são contextos propícios para um bom propósito, para uma atitude renovada, para um encontro com o próximo. Começa a tua oração unindo-a ao desejo de caridade que te habita; e acolhe este convite que Santo Agostinho exprimiu em pleno século quinto: «Ajuda aquele que tens ao lado, enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto d’Aquele com quem desejas permanecer eternamente».











