No início do tempo da Quaresma, encontras o símbolo das cinzas.
Permite que este símbolo te fale,
te aponte um sentido e um caminho novo,
te manifeste a tua humanidade.
E começa a tua oração,
neste dia denso de graça para toda a Igreja,
com esta prece do salmo 50:
«Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso».
Terça-feira da sexta semana do Tempo Comum
A oração é uma vida de passagem, de páscoa, onde as imagens de Deus se transfiguram, tal como a nossa vida se transfigura. Hoje, começa a tua oração escutando estes versos de Sophia de Mello Breyner: «Em vão eu busco a tua face antiga és sempre um deus que nunca tem um rosto por muito que eu te chame e te persiga. Deus é no dia uma palavra calma, um sopro de amplidão e de lisura».
Segunda-feira da sexta semana do Tempo Comum
A oração, como a fé, não existe em estado puro, nas condições que imaginamos como ideais. A vida humana é moldada nos obstáculos dos caminhos, nos traços da história, nas difíceis opções, nas marcas das relações. Na tua oração, não deixes de pedir e acolher a graça da perseverança, o desejo da sabedoria, a confiança nas provas.
Sexto domingo do Tempo Comum.
É nos nossos caminhos que Ele passa, compadecendo-Se, estendendo a mão, tocando as nossas feridas,
escutando as nossas preces. «Se quiseres, podes curar-me»: é a prece que percorre os Evangelhos, que abre os céus, que liberta de todas as defesas e seguranças. Hoje é Domingo, o primeiro dia da semana: confia a tua vida nas mãos do Senhor e deixa que Ele te conduza nos caminhos do Homem Novo.
Sexta-feira da quinta semana do Tempo Comum
Começa a tua oração, hoje, escutando este convite que um monge francês, de nome Isaac, escreveu no século doze: «A caridade deve ser o único critério para todo o nosso modo de proceder: para atuar ou não atuar, para mudar ou não mudar seja o que for. É o princípio e o fim que deve orientar toda a nossa atuação».
Quinta-feira, memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita
Hoje, a Igreja celebra a memória de Santa Bakhita. Nascida no Sudão, na segunda metade do século XIX, foi vendida como escrava. Através da sua escravatura encontrou o Senhor e testemunhou o amor, a bondade e a alegria, próprios de quem se deixa tocar pela presença de Deus. Hoje, em comunhão com a fundação Ajuda à Igreja que Sofre, pede a Deus a graça de abrires a porta do teu coração, mesmo nas condições mais adversas.
Quarta-feira, festa litúrgica das Cinco Chagas do Senhor
Gostamos de viver na separação, dividindo e opondo o que em nós habita: bem e mal, força e debilidade, êxito e fracasso, vida e morte. E o Ressuscitado vem ao nosso encontro, revelando a fecundidade da vida nas marcas da paixão e da morte. Que a tua oração se converta sempre num caminho de união, de reconciliação e de paz.
Terça-feira, memória litúrgica dos Santos Paulo Miki e Companheiros, mártires
Não consideres a contemplação como uma arte reservada a poucos. É um dom gratuito, apurado em cada dia como o pão que pedimos e recebemos. Na tua oração, pede ao Senhor o dom desta arte: a contemplação das suas maravilhas, a atenção ao quotidiano, a beleza da Criação, a escuta da história da Salvação e do testemunho dos mártires.
Segunda-feira, memória litúrgica de Santa Águeda
O caminho da oração e da busca espiritual é também o exercício de uma razão orante, afetiva, capaz de libertar a nossa mente e o nosso corpo das inquietações, ressentimentos e angústias. Na tua oração, não deixes de nutrir o teu espírito e os teus pensamentos com a mentalidade de Cristo, o Homem Novo, através da escuta de uma Palavra de Vida.
Quinto domingo do Tempo Comum
Vivemos do ser de Deus, movemo-nos no seu mistério, tal como uma dança que o bailarino não cessa de interpretar. É uma presença dinâmica, convergente, capaz de suscitar a vida e o amor no seio da nossa história. Hoje é domingo, o primeiro dia da semana: recolhe os teus sentidos, dispersos nas correntes das horas, e encontra-te com o Senhor da tua vida. Começa assim a tua oração.
Festa litúrgica da Apresentação do Senhor
Quarenta dias após o Natal do Senhor, Maria e José cumprem o mandamento de subir ao templo para acolher o seu filho amado. A experiência bíblica sabe que uma filha, um filho são dom e pertença de Deus, tal como todo o ser humano. Hoje, ao começares a tua oração, agradece a vida, a tua e a dos teus irmãos, como um dom sagrado e uma abertura na roda do mundo.
Quinta-feira da quarta semana do Tempo Comum
Na tua oração, não deixes de acolher as experiências que te habitam, assumindo-as no teu diálogo com o Senhor. Hoje, começa a tua oração escutando este convite de um poeta sufi do século treze: «O ser humano é uma casa de acolhimento. A cada manhã chega um novo hóspede: uma alegria, uma tristeza, uma maldade, que vêm como visitantes inesperados. Dá-lhes as boas-vindas e recebe-os a todos. Agradece a todos os que te visitam, porque todos te foram enviados como guias para o Transcendente».











